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apresentação
O projecto ENE – Empreender na Escola consiste fundamentalmente na aplicação de um conjunto de actividades integradas que visa promover e desenvolver competências empreendedoras em alunos/as do ensino secundário. O objectivo geral baseia-se em facultar aos/às alunos/as um programa inovador e motivador que lhes proporciona um novo desafio: “ser empreendedor/a!

O projecto ENE foi elaborado e pensado com a intenção de proporcionar uma resposta complementar aos programas curriculares existentes no ensino secundário português, que privilegiasse sobretudo a participação activa dos/as alunos/as, procurando a responsabilização dos/as mesmos/as na concepção dos seus próprios percursos (empowerment); a aproximação da escola à empresa e ao meio, proporcionando o aumento da empregabilidade dos/as jovens e o apoio à sua transição para a vida activa.

O ENE ajuda os alunos/as a:

- Elaborar um plano de negócios e a criar uma empresa
- Conhecer o meio onde vivem (empresas e serviços)
- Detectar oportunidades de trabalho e negócios para o futuro
- Trabalhar em equipa
- Divertirem-se!

metodologia
De forma resumida, a metodologia ENE consiste em trabalhar na elaboração de um Plano de Negócios nos dois primeiros períodos do ano lectivo, o qual depois é submetido a Concurso. No final do Concurso de Ideias (ENE Ideias) realiza-se um evento que reflecte o culminar de todo o trabalho efectuado pelos/as alunos/as e professores/as: uma exposição das ideias de negócios (EXPO ENE). Durante o ano realizam-se também visitas a empresas (ENE Empresas), preferencialmente relacionadas com as ideias de negócios dos/as alunos/as e a estruturas de apoio à criação de empresas (centros de formalidades de empresas, incubadoras, …).

integração da metodologia ENE na escola
No contexto educacional actual, o desenvolvimento de um projecto como o ENE assume inequívoca relevância e oportunidade, verificando-se a existência de condições particularmente favoráveis para a implementação da metodologia. Com efeito, o ENE poderá ser aplicado nas escolas através de três possibilidades:

1) a área curricular não disciplinar denominada “Área Projecto” do 12º ano (Cursos Científico-Humanísticos);
2) a área “Projecto Tecnológico” dos Cursos Tecnológicos do 12º ano;
nos Cursos de Educação e Formação (CEF), a partir do nível III.

As Áreas de Projecto dos Cursos Científico-Humanísticos e Projecto Tecnológico dos Cursos Tecnológicos, homologadas em Agosto de 2006, oferecem oportunidades excelentes para o desenvolvimento do projecto ENE na medida em que: estão inscritas no horário lectivo do 12º ano de escolaridade, são de frequência obrigatória e não têm um programa definido pois pretende-se que estejam ao serviço de interesses diferenciados e que sejam articuladas com as opções vocacionais dos/as alunos/as.

Estas áreas têm uma “natureza interdisciplinar e transdisciplinar" e visam a realização de projectos concretos por parte dos/as alunos/as, com o fim de desenvolver nestes/as uma visão integradora do saber, promover a sua orientação escolar e profissional e facilitar a sua aproximação ao mundo do trabalho.

A Área Projecto e o Projecto Tecnológico constituem, assim, um espaço e um tempo privilegiado para a aplicação do ENE nas escolas, o qual proporciona uma metodologia e recursos técnico-pedagógicos adequados para colocar em prática as premissas subjacentes àquelas componentes de formação.

Por outro lado, os Cursos de Educação e Formação são percursos formativos organizados numa sequência de etapas de formação (desde o tipo 1 ao tipo 7), consoante as habilitações de acesso e a duração das formações. Destinam-se preferencialmente a jovens com idade igual ou superior a 15 anos, sem habilitações do 1º, 2º, 3º ciclo do Ensino Básico e o Ensino Secundário, sem qualificação profissional, que não pretendam de imediato prosseguir estudos e em risco de abandono precoce.

Independentemente da tipologia, todos os CEF integram quatro componentes de formação: Sociocultural, Científica, Tecnológica e Prática.
O ENE pode ser incluído na componente “tecnológica” dos CEF seja qual for a área de formação. É aconselhável que seja trabalhado nos CEFS de tipo 3 para diante, uma vez que os/as frequentadores/as dos CEFS de tipo 1 e 2 não possuem o 9º ano de escolaridade, não tendo ainda os conhecimentos básicos para o desenvolvimento do trabalho que é proposto.

Parceria de Disseminação
- BIC Algarve-Huelva
- Direcção Regional de Educação do Algarve
- Fundação da Juventude
- Globalrumo- Consultoria e Aplicações Informáticas, lda.

Colaborações
- Direcção Regional de Educação do Alentejo
- Direcção Regional de Educação do Centro
- Direcção Regional de Educação de Lisboa
- Direcção Regional de Educação do Norte

Co-financiamento: Parceria de Disseminação: